A proposta de trabalho do IDETI está fundamentada na frase do ancião Wabuá Xavante:
"Ninguém respeita aquilo que não conhece. Precisamos mostrar quem somos, a força, a beleza, a riqueza da nossa cultura. Só assim vão entender e admirar o que temos." Wabuá Xavante
Nossos projetos buscam trazer o pensamento, o conhecimento e força das culturas indígenas de nosso país, promovendo assim uma aproximação maior entre os povos que habitam o Brasil.
OIDETI vem realizando eventos e atividades com a proposta de trazer a riqueza cultural dos povos indígenas para espaços urbanos conquistando um público amplo e heterogêneo.
Vem também realizando projetos específicos em algumas áreas indígenas mantendo relações de cooperação e trabalho com as comunidades.
"O Programa Cultura Viva, desenvolvido pelo Ministério da Cultura, conta hoje com mais de 500 Pontos de Cultura no país, que funcionam como centros de produção e difusão cultural nas comunidades das periferias dos grandes centros, nas comunidades quilombolas e ribeirinhas, nos assentamentos rurais e nas aldeias indígenas, entre outras.
O Ponto de Cultura é a ação prioritária do Programa Cultura Viva e articula todas as suas demais ações. Ele é a referência de uma rede horizontal de articulação, recepção e disseminação de iniciativas e vontades criadoras. Uma pequena marca, um sinal, um ponto sem gradação hierárquica, um ponto de apoio, uma alavanca para um novo processo social e cultural. Como um mediador na relação entre Estado e sociedade, e dentro da rede, o Ponto de Cultura agrega agentes culturais que articulam e impulsionam um conjunto de ações em suas comunidades, e destas entre si.
Em vez de criarmos ações culturais para as comunidades, decidimos apoiar as ações por elas desenvolvidas, pois são atividades que traduzem as suas identidades, seus valores e suas vontades", explica o ministro Gil. "Até o fim do ano, teremos 600 Pontos espalhados por todo o Brasil". www.cultura.gov.br
As aldeias na rede cultural do Ponto de Cultura
As aldeias espalhadas por todo o país vivem realidades bastante diferentes uma das outras. Enquanto alguns povos estão vivendo dentro de seu território, demarcado e protegido, com seu idioma e cultura preservados, outros povos estão lutando ainda pela demarcação de suas terras e muitas vezes estão na periferia das cidades, ou mesmo vivendo em comunidades isoladas dentro das cidades, sem seu idioma, sem os recursos naturais para garantir sua sobrevivência, sem as bases culturais que se perderam ao longo de muitos anos de violência e colonização. Criar Pontos de Cultura dentro das aldeias com todas as variáveis de cada uma dessas realidades é um desafio enorme que o Ministério da Cultura lançou para as organizações e comunidades indígenas.
Alguns Pontos começam a funcionar em regiões distantes como o Nordeste do Brasil, a aldeia Xavante de Wederã, Meri Ore Eda dos Bororo, a aldeia Yawalapiti, no centro oeste, ou os Guarani em São Paulo. O plano de inclusão digital, a capacitação no manuseio de equipamentos áudio visuais, a produção cultural voltada à divulgação de sua cultura, intercâmbio com outros povos e geração de rendas, tudo isso está sendo construído em cada comunidade com cuidado e respeitando o tempo e a vontade desse povos. O IDETI, entendendo a importância do Programa Cultura Viva, levou a proposta de criação dos Pontos de Cultura para algumas comunidades e hoje coopera com o povo Guarani e Bororo na implementação desses Pontos que começaram a funcionar no final de 2006.
Guarani
A proposta dos Pontos de Cultura Guarani para duas aldeias – Krukutu e Tekoa Pyau foi apresentada pelo IDETI a partir de uma solicitação dessas comunidades, como forma de fortalecer o conhecimento tradicional, envolver as novas gerações no fazer cultural, divulgar o conhecimento e a tradição indígena para um público amplo e criar uma rede de intercâmbios entre os vários povos indígenas.
Nas aldeais Guarani estão previstas oficinas de artesanato tradicional; desenho artístico, trançado de fibra de banana, fabricação de panela preta de barro e mini esculturas em madeira. A proposta é revitalizar as técnicas e o conhecimento tradicional do povo Guarani, envolvendo e valorizando os mestres de todas as aldeias de São Paulo, inclusive do litoral que estarão participando ativamente das atividades. Os produtos criados a partir dessas oficinas vão divulgar a cultura e o pensamento do povo e serão fonte de renda para as comunidades.
As oficinas estão acontecendo no espaço físico dos CECIs - Centro de Educação e Cultura Indígena das aldeias Krukutu e Tekoa Pyau. Este espaço foi construído pela Secretaria Municipal de Educação e o projeto de educação infantil é administrado pelo IDETI.
A câmera registra a história e os sonhos da aldeia
Atividades de intercâmbio cultural com indígenas norte americanos
Apoio:
Bororo
O Ponto de Cultura Meri Ore Eda está em fase de implantação. Está funcionando dentro do Baito – Casa dos Homens, eixo espiritual do povo Bororo, construído dentro da arquitetura tradicional no espaço onde está sendo erguida a nova aldeia Meri Ore Eda.
A comunidade está bastante empenhada na construção da nova aldeia e o Ponto de Cultura vem apoiar esse movimento. No primeiro semestre de 2007 aconteceram duas oficinas para capacitação dos jovens no manuseio do equipamento áudio visual adquirido. Uma exposição fotográfica foi montada durante oficina com fotos realizadas pelos próprios Bororo e pelo fotógrafo Helio Nobre sobre a construção do Baito. O Cine Cerrado é outra atividade de bastante repercussão na comunidade. Filmes e vídeos com temáticas de interesse da aldeia são exibidos ao ar livre, em pleno cerrado, levando informação e entretenimento à comunidade.
Uma parceria estabelecida com a Escola Estadual de General Carneiro possibilita agora a capacitação de jovens da aldeia em informática e permite o acesso da comunidade à internet enquanto o sistema de telefonia via satélite não é instalado na aldeia.
Os jovens aprendem a documentar sua história.
Os mitos são relembrados por crianças e jovens.
Exposição dentro do Baito com fotos feitas por jovens.
"O povo das aldeias está muito longe...as pessoas da cidade não têm chance de conhecer as aldeias. Aqui neste palco de terra batida com o fogo, com a água, com o céu lá em cima acontece um verdadeiro ritual, com a presença do espírito. Não é um espetáculo é um Rito de Passagem para todos nós, para o nosso povo que vem se apresentar e para o público que vem assistir."
O Projeto Rito de Passagem – Canto e Dança Ritual Indígena é o ritual tradicional transportado do pátio de cerimônias das aldeias para o espaço urbano, trazendo toda força, beleza e magia das cerimônias, em apresentações especialmente elaboradas para o espaço cênico, com total participação das comunidades indígenas.
Os rituais indígenas têm a força de recriar através do canto, da dança, das encenações, dos adornos e pinturas corporais o universo mágico dos ancestrais, um tempo imemorial que está guardado dentro de cada um de nós.
O Projeto Rito de Passagem vem acontecendo anualmente desde 2000 e com patrocínio constante da Petrobrás a partir de 2001. As primeiras cidades a receber o projeto foram São Paulo e Rio de Janeiro de 2000 a 2002. Em 2003 o projeto levou os rituais de dois povos pela primeira vez para Goiânia e Brasília. Em 2004 o projeto integrou as comemorações dos 450 anos da cidade de São Paulo e em 2005 voltou a ser apresentado no Rio de Janeiro. Em 2006 , Fortaleza recebeu os rituais do Rito de Passagem e em 2007 as cidades escolhidas foram Salvador e Recife.O Rito aconteceu ainda como projeto convidado da 9ª. Mostra Sesc Cariri de Cultura, nas cidades do Crato e Juazeiro do Norte, entre 13 e 17 de novembro.
Rito de Passagem vem sendo realizado pelo IDETI com recursos da Lei Rouanet e contou, nesse período, com patrocínio das empresas Enron América do Sul, Sandivik, Brasil 500 Anos, Correios, Petroquisa e Petrobras.
Rito de Passagem trouxe para o espaço cênico urbano os rituais dos povos indígenas do Brasil - Xavante, Karajá, Mehinaku, Bororo, Tukano, Guarani, Krikati, Kaxinawá, Yawanawá, Pankararu, Nambikuara, Tapeba, Tremembé, Pitaguari, Jenipapo Kanindé, Pataxó, Fulni- ô e Kiriri e o povo Ainu do Japão, alcançando um público de mais de 50 mil pessoas.
O Projeto ainda marcou presença na Europa, levando a tradição indígena dos povos Tukano, Xavante, Karajá e Nambikuara para apresentações especiais nas cidades de Munique, Bochum, Dresdem e Berlim na Alemanha, Antuérpia na Bélgica, Gannat e Montliçon na França, Forde e Mandalen na Noruega.
local - Estacionamento do
MAM - Parque do Ibirapuera
povos - Xavante (aldeia Etenhiritipá - Mato Grosso) e Mehinaku (aldeia Uiaipiuku - Parque Indígena do Xingu
- MT)
patrocinador - Enron América do Sul .
apoio - Alta Veículos,
Sandivick, Mostra do Redescobrimento, Fnac, Secretaria do Verde
e Meio Ambiente, Jornal o Estado de São Paulo, Amoa Konoya,
Tâmaras Comunicações.
programação complementar - apresentação para as escolas no período
diurno
exposição fotográfica - Etnias no Sesc Pompéia, em São Paulo e Fundição Progresso, no Rio
patrocinador -Petrobras
apoio - Alta Veículos, Sesc Pompéia, Fnac, JX Filmes, Rádio Eldorado, Jornal o Estado de São Paulo, Secretaria de Recuperação de Bens Culturais ( Parque da Água Branca), Na Foto, Informare Comunicação, Numa e Fundição Progresso.
local - Parque da Água
Branca, em São Paulo e Museu da República, no Rio
de Janeiro
povos - Kaxinawá (aldeias do Rio Jordão, Purus e Envira - AC), Xavante (aldeia Etenhiritipá - MT), Guarani ( aldeia Jaraguá - SP), Bororo (aldeias Meruri e Garças -MT) e Mehinaku (aldeia Uiaipiuku - MT), Karajá (aldeia Fontoura - TO) e povo Ainu do Japão.
Programação complementar - apresentações para escolas no período diurno.
Espaço de Convivência - com comercialização de arte indígena, culinária, oficinas de pintura corporal e dança
Exposição fotográfica Etnias - Parque da Água Branca, em São Paulo e Petrobras, no Rio.
patrocinador - Petroquisa / Lei de Incentivo Cultural do Ministério da Cultura.
apoio - Alta Veículos, Rádio Eldorado, Jornal o Estado de São Paulo, Secretaria de Recuperação de Bens Culturais ( Parque da Água Branca), Numa, Fundição Progresso, Casablanca Filmes, Museu da República, Amoa Konoya, Jornal do Brasil , Rádio Globo, CN2K Produção e Design.
Programação complementar - apresentações para escolas no período diurno e comercialização de arte indígena, oficinas de pintura corporal e dança, exibição de vídeos
Exposição fotográfica
Etnias - Espaço Cultural Chafariz em Goiânia e Câmara dos Deputados em Brasília.
patrocinadores - Petrobras, Correios / Lei de Incentivo Cultural do Ministério da Cultura.
apoio - Prefeitura de Goiânia, Câmara dos Deputados e UnB, RP Barbarela, Diário da Manhã, Alta Veículos.
povos - Guarani (aldeias Tekoá Pyau e Ytu, Krukutu e Tenondé
Porã - SP), Pankararu (Pernambuco - território original
e São Paulo), Yawanawá (terra indígena Rio Gregório - AC), Karajá (aldeia Fontoura - TO)
programação complementar:
apresentação para as escolas no período diurno; oficinas de pintura
corporal, canto e dança; comercialização de arte indígena; lançamentos
do CD Karajá, do vídeo Rito de Passagem e da grife Yawanawá na
Galeria Vermelho - São Paulo
patrocinador - Petrobras/ Lei de Incentivo Cultural do Ministério da Cultura.
apoio - Alta Veículos, Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo, Comissão dos Direitos Humanos, Espaço Unibanco de Cinema, Jornal O Estado de São Paulo, FUNASA - Fundação Nacional de Saúde, Maxpress, Miguel Forte S/A, Prefeitura Municipal de São Paulo (450 anos), Rádio Eldorado, Secretaria de Abastecimento (Fome Zero), Secretaria Municipal de Cultura, Secretaria Municipal de Educação, Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente (Parque do Ibirapuera - 50 anos)
local - Jardins do Museu da República, no Rio de Janeiro.
povos - Guarani ( aldeia Brakuí - RJ), Nambiquara (aldeias do Cerrado - MT), Pankararu ( PE e SP ) e Karajá (aldeia Fontoura - TO)
programação complementar - apresentações para escolas no período diurno, comercialização de arte indígena, Montagem da Exposição fotográfica Etnias com monitoria indígena em 3 salas do Museu da República de 22 de setembro a 30 de outubro, oficinas em 5 unidades do SESC Rio – Tijuca, Madureira, Niterói, São João do Miriti e São Gonçalo, Mostra de vídeos indígenas no auditório do Museu da República de 5 a 16 de outubro, Mostra de Filmes Longa metragem com temática indígena no Espaço Museu da República.
patrocinador - Petrobras / Lei de Incentivo Cultural do Ministério da Cultura.
apoio - SESC Rio, Alta Veículos, Jornal O Globo, Rádio Globo, Max Press, Exposis, Vertix, Miguel Fortes Papel
programação complementar - Mostra de vídeos indígenas no auditório do Dragão do Mar de 7 a 12 de março, no Centro Cultural Banco do Nordeste dias 7 e 14 de março e nas aldeias Tremembé, Pitaguari, Jenipapo Kanindé, Tapeba e Conjunto Palmeira de 4 a 8 de março. Comercialização de arte indígena.
patrocinador - Petrobras/ Lei de Incentivo Cultural do Ministério da Cultura.
apoio -
Incra Ceará, SESC Ceará, Secretaria de Ação Social, Alta Veículos, Centro Cultural Banco do Nordeste, Universidade Federal do Ceará, Casa Amarela, Miguel Fortes Papel.
Para
adquirir fotos, entrar em contato com o IDETI - Tel: 2169.2085
data - setembro/outubro de 2000
local - Casa das Culturas do Mundo de Berlim, Museu Japonês de Dresdem, Instituto Goeth de Munique, Centro Cultural de Bochum, Casa das Culturas do Mundo de Antuérpia
programação complementar - exposição fotográfica e oficinas de dança e pintura corporal
patrocinador -
Casa das Culturas do Mundo de Berlim e Instituto Cultural Brasileiro de Berlim
apoio -
Incra Ceará, SESC Ceará, Secretaria de Ação Social, Alta Veículos, Centro Cultural Banco do Nordeste, Universidade Federal do Ceará, Casa Amarela, Miguel Fortes Papel.
público - 3 mil pessoas
.. ..
data - outubro de 2002
local - Casa das Culturas do Mundo de Berlim e Museu Dahlem
povos -Karajá (aldeia Fontoura TO)
programação complementar - exposição fotográfica, oficinas de dança e pintura corporal Karajá e Xavante
patrocinador -
Casa das Culturas do Mundo de Berlim, Museu Dahlem e Instituto Cultural Brasileiro
público - mil pessoas
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data -setembro de 2003
local - Akan / Hokkaido - Japão
povos -Xavante (aldeia Etenhiritipá – MT)
programação complementar - exposição fotográfica, oficinas de dança e pintura corporal Karajá e Xavante
patrocinador - Associação Akan do povo Ainu
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data - julho de 2005
local - Festival das Culturas do Mundo de Gannat - França
povos - Xavante (aldeia Etenhiritipá – MT)
programação complementar - oficinas de dança e pintura corporal, mostra de vídeo e seminário sobre Povos Indígenas do Brasil
patrocinador -
Ministério da Cultura , Casa das Culturas do Mundo de Gannat, Varig
público - 20 mil pessoas
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data - julho de 2006
local - Forde Festival e Riddu Riddu Festival - Noruega
povos -Nambikuara do Cerrado – MT
programação complementar - oficinas de dança e pintura corporal, mostra de vídeo e seminário sobre Povos Indígenas do Brasil
patrocinador -
Embaixada da Noruega e Riddu Riddu e Forde Festival
O projeto Meri Ore Eda (Morada dos Filhos do Sol) vai promover o resgate
cultural do povo Bororo a partir da construção de uma
aldeia tradicional modelo num trabalho de recuperação
da rica tradição deste povo que vem se perdendo ao longo
dos últimos 100 anos de contato intenso com a sociedade envolvente.
O projeto parte da vontade e decisão da comunidade Bororo e da
proposta do IDETI de criar um modelo novo de relação
do povo indígena com a sociedade nacional onde se possa unir
modernidade e tradição, preservando a riqueza da diversidade
cultural dos povos indígenas do Brasil, garantindo ao mesmo
tempo condições dignas de vida e igualdade de oportunidades.
Uma proposta de inclusão social dentro da diversidade cultural.
Objetivos
Promover a auto-estima e afirmação da identidade
Valorizar o conhecimento tradicional dos velhos Bororo
Envolver
as novas gerações no processo de resgate
Resgatar
a arquitetura tradicional, o espaço das relações
sociais que envolvem os vários clãs dentro da tradição
Bororo
Documentar
e divulgar o processo de resgate através de cartilhas, livros,
CDs, fotos, desenhos, documentário, etc.
Gerar
recursos para a comunidade através dos direitos autorais, comercialização
de produtos e turismo de intercâmbio cultural
Promover
a formação de pessoal Bororo em novas tecnologias como
vídeo, fotografia, informática e em projetos complementares
de auto-sustentabilidade
Promover
a aproximação do povo não indígena com
a cultura Bororo através da convivência positiva
"Os
rituais acompanham nossa vida sempre, desde o nascimento até
a morte. Os rituais de passagem marcam cada momento importante,
marcam a passagem do tempo e o nosso crescimento. Eles trazem para
o presente esse tempo que não tem data, o tempo do poder.
Os
rituais transformam...Não dá para explicar o que acontece
num ritual. A gente sabe, a gente aprende com os mais velhos, vendo
e fazendo junto, igual. ..."
O documentário Rito de Passagem traz para o público
um pouco da história do projeto Rito de Passagem,
realizado pelo IDETI desde
o ano de 2000.
Foram oito povos indígenas do Brasil: Tukano, Xavante,
Guarani, Krikati, Karajá, Mehinaku, Kaxinawá,
Bororo, e o povo Ainu do Japão apresentando
trechos escolhidos de seus rituais para um público de
mais de 30 mil pessoas nas cidades de São Paulo, Rio
de Janeiro, Brasília e Goiânia.
O documentário revela o cotidiano das aldeias indígenas
que participaram do projeto: as mulheres Mehinaku preparando beiju,
a corrida de tora dos Xavante(mulheres) e Krikati, as cerimônias
de batismo dos Bororo e Kaxinawá, a brincadeira das crianças
Tukano no rio, o ritual do Xondaro do povo Guarani, a cerimônia
do Aruanã dos Karajá.
O documentário traz a beleza e diversidade das apresentações
rituais que aconteceram em palco de terra batida preparado no
Parque da Água Branca (SP) e Museu da República
(RJ), em 2001 e 2002. Traz depoimentos comoventes do público
e dos participantes do evento, sobre a importância da
preservação e divulgação das culturas
indígenas, da transmissão dos conhecimentos dos
ancestrais, da força dos rituais. E ainda a reação
das crianças na interação com as pessoas
indígenas de várias etnias.
Ficha
técnica:
Rito
de Passagem - documentário 52'
Coordenação
Geral:
Jurandir
Siridiwê Xavante
Direção e textos:
Angela
M. Pappiani
Co-
direção :
Silvio
Cordeiro
Imagens:
Caimi
Waiasse Xavante
Patrocínio:
Fundo
Nacional de Cultura/ MINC
...........
Estratégia Xavante - documentário
"Este documentário vai nos ajudar a divulgar a nossa história para as novas gerações. Já estava na hora! A nossa história agora vai ficar perpetuada. Por isso temos que continuar fortes como nosso pai deixou seu ensinamento, a palavra criadora. Você, meu filho, e seus primos, são de uma linhagem antiga e têm que honrar seus ancestrais." Depoimento deMauricio Urawê – pai de Siridiwê.
O documentário Estratégia Xavante conta a história surpreendente de 8 meninos Xavante, da aldeia Pimentel Barbosa, escolhidos pelo grande líder Apowe na década de 70 para a missão de aprenderem português e o pensamento dos warazu – os estrangeiros e retornarem para assumir a defesa de seu território e Tradição. São histórias de vida, de pessoas que sofreram Ritos de Passagem dentro e fora da aldeia com a compreensão de que seu sacrifício poderia ser o ponto decisivo entre a morte ou a vida do povo Xavante.
"Quando meu filho, meu único filho foi escolhido para ir para a cidade, aprender português, aprender o mundo dos warazu, eu compreendi a estratégia do meu sogro Apowe mas fiquei triste. Quando ele se foi, eu chorei muito. Eu chorei. Do fundo das minhas entranhas. Como se tivessem arrancado um pedaço de mim. Eu, a mãe dele, chorei pelo vazio que ficou. Pelo silêncio do dia que passava sem a presença dele, como se a luz do sol também sentisse. Foi assim." Depoimento deCélia – mãe de André Surupredo.
A amizade construída ao longo de anos de convivência entre os Xavante e um grupo de homens da cidade de Ribeirão Preto, liderados por Paulo Barbosa, que possuía uma fazenda no Rio Cristalino, resultou na aliança com essas famílias da cidade. Os “pais provisórios” foram escolhidos com cuidado pelos velhos da aldeia e assumiram a responsabilidade de colaborar com a importante missão do povo Xavante. Como diz Guega Fofanoff, irmão warazu de Tsetetó, um dos meninos escolhidos, a diferença cultural entre a aldeia e a cidade é como ir para um outro planeta. Os meninos, guerreiros preparados dentro de sua cultura, tiveram que enfrentar desafios muito além de sua compreensão. Vencer o medo, a saudade de casa, a solidão, todas as diferenças culturais para aprender o português, o modo de vida dos warazu.
"Quando cheguei na cidade pela primeira vez senti o cheiro ruim dos carros, da comida nos restaurantes. Fiquei enjoado. Achei tudo feio. Quando fui levado para a casa dos meus pais de criação eu chorei muito. Tinha medo. Não entendia nada do que eles falavam. Tive muita febre." – depoimento deSiridiwê Xavante.
Depois de anos de convivência, o momento do retorno também foi marcado por uma nova ruptura, deixando para traz laços de amizade, amores, desejos, possibilidades de carreiras. Os meninos, agora rapazes, tiveram que voltar. A força da Tradição, o compromisso assumido com o povo da aldeia foi mais forte e eles retornaram para o que nunca deixaram de ser A´uwê Uptabi – o povo verdadeiro.
O documentário Estratégia Xavante mostra a estratégia dos velhos para manterem seu povo vivo e dentro da tradição, a saída dos meninos em diferentes momentos na década de 70, a reação das famílias Xavante, das pessoas que receberam os meninos e cuidaram de sua educação em Ribeirão Preto. E os conflitos e desafios do retorno para a aldeia, a vida cotidiana desses homens hoje e seus projetos de futuro.
“Há muito tempo queríamos contar essa história, acreditando na sua força e simbolismo. É uma saga que mostra a determinação de um povo em se manter dentro de sua tradição acreditando na sua estratégia e vencendo todos os desafios. A parceria com a produtora Giros e o patrocínio do Projeto Documenta nos permitiu realizar esse antigo sonho que agora se torna realidade.” Angela Pappiani – Coordenadora Cultural do IDETI
O documentário Estratégia Xavante foi aprovado dentro de edital Documenta Brasil do Ministério da Cultura/ Secretaria do Audiovisual (MINC/ SAV), Associação Brasileira de Produtoras Independentes de Televisão (ABPI-TV), Petrobras e Sistema Brasileiro de Televisão – SBT com exibição prevista no SBT em 2007 e no circuito comercial de cinema em 2008. Produção: IDETI e Giros Direção: Belisário Franca Produção Executiva: Angela Pappiani, Belisario Franca, Jurandir Siridiwê Xavante e Luis Antonio Silveira Direção de Fotografia e Câmera: Reynaldo Zangrandi
A música é linguagem universal, capaz de transportar o ouvinte para o pátio de cerimônia das aldeias, para a beira do rio, para o cerrado, para a floresta... Traz a beleza e sabedoria dos ancestrais, as palavras mágicas de cura ou agradecimentos, as cores da natureza guardadas nas ondas sonoras.
O CD Ritos de Passagem capta momentos mágicos e poderosos, os rituais de passagem dos povos Tukano, Xavante, Krikati, Karajá, Mehinaku, Bororo e Kaxinawá.
Ao longo de 4 anos, a equipe do IDETI percorreu cerca de 30 mil quilômetros, em cinco estados do Brasil, enfrentando uma dura jornada de viagens com equipamentos pesados e o resultado é este conjunto maravilhoso de cerimônias com toda força dos rituais realizados nos pátios cerimoniais das aldeias
É um trabalho de registro profissional das músicas tradicionais com a presença e participação de mais de 1500 pessoas de sete povos indígenas. Traz os cantos cerimoniais dos Bororo, a cerimônia dos padrinhos na furação de orelhas dos jovens Xavante, as flautas sagradas dos Mehinaku, a cerimônia de ayauaska dos Kaxinawá, a iniciação dos meninos Karajá e Krikati e as flautas ancestrais dos Tukano. Uma oportunidade rara de conhecer um pouco da diversidade e beleza dos povos indígenas do Brasil, num trabalho fundamentado na vontade das comunidades indígenas e com todos os direitos garantidos.
Ficha
técnica:
Realização:
...
Instituto
das Tradições Indígenas -IDETI em parceria com os povos Tukano (aldeia Balaio), Xavante (aldeia Pimentel Barbosa), Krikati (aldeias São José e Raiz) , Karajá (aldeia Fontoura), Mehinaku (aldeia Uiaipiuku), Bororo (aldeias Meruri e Garças) e Kaxinawá (aldeia São Joaquim).
Coordenação
Geral:
Jurandir
Siridiwê Xavante
Direção e textos :
Angela
M. Pappiani
Gravação
em campo e mixagem:
Evandro Lopes
Fotografia:
Helio Nobre
......
CD INY – Cantos da Tradição Karajá
OCD INY - Cantos da Tradição Karajá foi o primeiro CD de uma série que o IDETI - Instituto das Tradições Indígenas está produzindo para trazer a música tradicional dos povos indígenas do Brasil para o conhecimento de um público amplo, com qualidade técnica e artística e a garantia dos direitos autorais para as comunidades.
É um trabalho realizado em parceria com o povo Karajá da aldeia Fontoura como parte de sua estratégia de aproximação e conquista de espaços e direitos. A aliança com o povo Karajá começou em 2001, com sua participação no projeto Rito de Passagem e se estende até hoje com inúmeras atividades realizadas dentro e fora do Brasil para valorizar e divulgar sua cultura.
O CD Iny (pronuncia-se Inã ) permite um contato com a beleza da tradição do povo Iny – como se autodenominam os Karaja, trazendo para o ouvinte trechos das cerimônias que acontecem todos os anos nas aldeias às margens do Rio Araguaia.
Todas as músicas do CD INY - Cantos da Tradição Karajá foram gravadas pela equipe do IDETI na aldeia Fontoura durante uma semana de trabalhos e convivência. Os cantos foram registrados em nome da comunidade, preservando seu direito autoral.
"A música do povo INY (Karajá) fala do passado, do presente e do futuro. Traz a alegria para os rituais e cotidiano. Os cantos tradicionais são muito importantes na vida do povo INY, através deles educamos nossas crianças para que mantenham a tradição. Por esta razão gravamos este CD com alguns dos cantos destes rituais tão significativos para o povo INY, para que através da música o tori (não índio) possa conhecer um pouco da cultura do povo INY. E assim, conhecendo e entendendo nossa tradição, possa ajudar a preservá-la pois ela é parte da história deste país Brasil."
Daniel
Coxini
Cacique da aldeia Fontoura
Ilha do Bananal - Tocantins